Sobre o ICE

O Instituto de Corresponsabilidade pela Educação – ICE, é uma entidade sem fins econômicos, foi criado em 2003 por um grupo de empresários motivados a conceber um novo modelo de escola e resgatar o padrão de excelência do então decadente e secular Ginásio Pernambucano, localizado em Recife.

VISÃO

Ser reconhecida como uma organização de referência na concepção, produção e irradiação de conhecimentos, tecnologias e práticas educacionais, com vistas à qualificação do ensino básico público e gratuito, transformando estas práticas em políticas públicas.

MISSÃO

Contribuir objetivamente para a melhoria da qualidade da Educação Básica Pública, através da aplicação de inovações em conteúdo, método e gestão, objetivando a formação integral do jovem nas dimensões pessoal, social e produtiva, tendo como fundamentos:

Uma CAUSA: o ensino público de qualidade

Uma MARCA: a corresponsabilidade

Um DESAFIO: a criação de novos desenhos institucionais

História do ICE
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Tudo começou com um acaso.

O Ginásio Pernambucano é a segunda escola pública mais antiga em operação no Brasil. Embora tenha iniciado suas atividades em 1825 com o nome Liceu, foi oficialmente inaugurado em 1853 pelo imperador d. Pedro II, tendo sido a primeira escola não-eclesiástica do Nordeste. Essa escola foi referência no Nordeste e teve estudantes ilustres como Epitácio Pessoa, Ariano Suassuna, Clarice Lispector; ex-governadores, como Agamenon Magalhães, Joaquim Francisco. Totalmente abandonado, o prédio estava caindo. Um ex-aluno tomou conhecimento desta situação por acaso, passando em frente. Então, em 2002, ele mobilizou um grupo de colegas empresários e juntos iniciaram o trabalho de recuperação.

A reforma do Ginásio Pernambucano não se limitava apenas ao prédio, pois se fazia necessária a revitalização da valiosa biblioteca e do museu. Assim, surge mais uma preocupação: a qualidade do ensino público. Não bastaria restaurar o prédio, era preciso recuperar a tradição da qualidade dessa escola. Essa constatação transformou o acaso num caso.

O caso:

A projeto de recuperação do prédio levou dois anos e meio e um investimento de quase 3 milhões de reais. Naquele momento, o corpo estava cuidado. Fazia-se necessário, então, cuidar da alma da escola, trazer de volta a qualidade do ensino que ela um dia teve. Este foi o ponto de partida para demonstrar o fazer para influir.

O caso foi o Ginásio Pernambucano. A recuperação do antigo prédio partiu de uma visão de escola pública de qualidade, no entanto, revigorada com uma nova forma de atuação do setor privado, incluindo os aspectos pedagógicos e de gestão, além de uma co-participação financeira junto ao Governo do Estado.

A acaso tornou-se um caso que vislumbrava uma causa muito maior: desenvolver uma nova estratégia para enfrentar os desafios do Ensino Médio e oferecer um novo modelo de escola pública de qualidade à juventude. Em 2004 o Ginásio Pernambucano abria suas portas para a primeira turma, que passaria a vivenciar uma educação integral em tempo integral.

O rápido sucesso da nova escola transformou o caso numa causa.

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A causa:

A decisão de atuar no Ensino Médio se deve, em parte, ao acaso e à vocação histórica e natural do Ginásio Pernambucano e, principalmente, à constatação da precária situação do Ensino Médio no estado e no país, e da evidente necessidade de parcerias para dar início ao processo de desenvolvimento de um novo modelo de escola para esse nível de ensino.

Assim, o avanço da causa se dá com a institucionalização do novo conceito de escola e com a criação do PROCENTRO – Programa de Desenvolvimento dos Centros de Ensino Experimental – uma ação do governo do estado de Pernambuco para enfrentar os desafios do Ensino Médio.

LINHA DO TEMPO

2002

Em 2002 nasce o PROCENTRO – organismo criado dentro da SEDUC para conceber e gerenciar a política pública relativa à criação dos CEE – Centros de Ensino Experimental de Pernambuco.

2003

São criados: o PROCENTRO, por decreto, e o ICE e seu estatuto.

2004

2004 foi um ano em que foram concebidas inovações metodológicas como o Acolhimento de professores e estudantes. A exposição ao público foi reforçada e contou com a presença ativa do Ministério Público nas atividades cotidianas da escola. Foi concebida a Avaliação de Desempenho e realizada sua primeira aplicação junto aos professores e concessão do bônus por produtividade.

2005

Em 2005 foi realizada a expansão do Programa com a implantação da 2ª escola na região agreste do Estado e publicada a Lei que institui o Programa como política pública em PE. Outra conquista esse ano foi a definição do desenho da expansão do Programa nas distintas macrorregiões do Estado com projeção até 2014.

2006

Neste ano, foi feita a expansão do Programa com a implantação de 11 escolas distribuídas entre Recife e as diversas regiões do Estado. O Ginásio Pernambucano atuou como centro das formações das equipes escolares, além de ter sido preparado para a saída da 1ª turma de concluintes e entrega dos primeiros resultados pactuados junto aos parceiros – Estado e ICE. O candidato ao Governo do Estado, Eduardo Campos, deu continuidade ao Programa iniciado no Governo anterior ampliando-o como a política de EM do Estado de PE.

2007

O novo Governo mantém, por acordo, a equipe do PROCENTRO e as gestoras do CEEGP e CEETA nos cargos em reconhecimento ao papel de benchmarking destas duas escolas. Além disso, ocorre a saída da 2ª turma de concluintes do CEEGP e superação da meta atingida no ano anterior confirmando e consolidando o projeto escolar. Como resultado houve a ampliação de 13 para 20 escolas em PE.

2008

Neste ano o Estado expandiu de 20 para 53 escolas e foi materializado o conceito de escola-tutora na expansão do Programa e na transferência do conhecimento produzido pelo ICE nas escolas em Pernambuco. É publicado o livro “Pernambuco cria, experimenta e aprova – uma nova escola para a juventude brasileira”, como fruto da sistematização do que havia sido produzido e vivido desde a revitalização do Ginásio Pernambucano até a criação do PROCENTRO e a sua primeira expansão. Ainda houve a publicação dos primeiros Manuais Operacionais do Modelo Escolas em Tempo Integral do ICE.

2009

Em 2009 é feita a primeira expansão em grande escala do Programa fora do Estado de Pernambuco. Ela foi realizada no Ceará com a implantação de 25 escolas. E ocorre a primeira experiência do ICE junto à Educação Profissional.

2010

Nesse ano ainda ocorre a saída do ICE do Ceará e o planejamento da implantação junto à Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro.

2011

Em 2011, uma nova expansão. São implantados no Rio de Janeiro 10 Ginásios Experimentais Cariocas em parceria com o Instituto Trevo junto e a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Esta é a primeira atuação do ICE no Ensino Fundamental II. Neste mesmo ano o ICE inicia o planejamento da implantação junto à Secretaria Estadual de Educação de SP.

2012

16 escolas de Ensino Médio no modelo do ICE no Estado de São Paulo. Neste mesmo ano o ICE inicia um novo um planejamento de implantação, dessa vez no Estado de GO, para 15 escolas de Ensino Médio.

2013

No Estado de SP ocorre a primeira expansão nas escolas de Ensino Médio e implantação de 22 escolas de Ensino Fundamental II. Já em GO ocorre a implantação em 15 escolas do EM. Neste mesmo ano inicia-se o planejamento da implantação junto à Secretaria Municipal de Educação de Recife (PE), Fortaleza (CE) e Sobral (CE) – Ensino Fundamental II.

2014

Ano de muito trabalho. Suspensão da implantação junto a SME de Recife; abertura das escolas de Fortaleza e Sobral – EFII; a expansão da implantação do programa em SP (182 escolas EM e EFII); planejamento da implantação junto à Secretaria Municipal de Educação de Vitória (ES) – EFII; a formalização de parceria institucional com o Instituto Natura; formalização de parceria institucional com o grupo FCA; início dos estudos para a concepção de modelo da Escola da Escolha para o Ensino Fundamental I; e o planejamento da implantação junto à Secretaria Municipal de Educação de Igarassu (PE).

2015

Assim como no ano anterior foram realizadas muitas conquistas, como a passagem de bastão para a equipe da SME Fortaleza e a primeira fase da expansão; a passagem de bastão para a equipe da SME de Sobral, sem expansão do Programa; a sistematização dos estudos para a implantação do EFI; o planejamento e abertura de uma escola piloto junto à Secretaria Estadual de Educação do ES e planejamento da expansão; a formalização de parceria institucional com o Instituto Sonho Grande; o planejamento da implantação em Fortaleza (CE) e Arcoverde (PE) para o modelo da Escola da Escolha Ensino Fundamental I; e o planejamento da implantação do Ensino Médio na PB e MA, nas modalidades acadêmica e profissional.

EQUIPE

presidente
Marcos Antônio Magalhães
Presidente
juliana
Juliana M. Zimmerman
Vice-Presidente
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Alberto Chinen
Diretor de Gestão
thereza
Thereza Paes Barreto
Diretora Pedagógica
Consultores de Gestão

Alberto Chinen – Diretor de Gestão

João Freitas Neto – Líder dos Consultores

Liane Muniz- Consultora

Bruno Clisman – Consultor

Consultores Pedagógicos

Thereza Barreto – Diretora Pedagógica

Elizane Mecena – Líder dos Consultores

Renata Campos – Consultora

Romilda Santana – Consultora

Regina Lima – Consultora

Lucielle Laurentino – Consultora

Administrativo • Financeiro

Odenilda Souza – Diretora de Operações

Gilvadaire França – Diretora Financeira

Manuela Henriques de Freitas – Assistente Administrativo-Financeiro