Marcos Magalhães critica sistema ‘perverso’ da educação, em programa com Lavareda

Marcos Magalhães critica sistema ‘perverso’ da educação, em programa com Lavareda

O entrevistado do professor Antonio Lavareda foi Marcos Magalhães, especialista na área de educação. Não por acaso, o tema da conversa foi “transformações na Educação.

 

“A cada ano, 3 milhões de jovens são matriculados no ensino médio – só metade irá concluí-lo. É um sistema perverso”, afirmou, como defensor da reforma do ensino médio.

 

O pernambucano Marcos Magalhães nasceu em Sertânia. Engenheiro, ocupou o cargo de presidente da Philips para a América Latina. Desde 2003, faz da educação foco principal. Fundou o ICE – Instituto de Corresponsabilidade pela Educação (ICE). A entidade, sem fins lucrativos, busca a instalação de novos modelos de escola pelo Brasil, unindo empresários e poder público. Para ele, é preciso qualificar a área, porque o Brasil só avançou de forma quantitativa na rede.

 

Marcos Magalhães é um dos mentores do modelo de escolas em tempo integral e começou a experiência pelo Ginásio Pernambucano, no Recife, em 2011. Atualmente, o conceito está presente em outros Estados, como Ceará, Piauí, Sergipe, Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás.

 

Na conversa, Marcos Magalhães aprofundou a discussão de quando começou o descuido com a qualidade nas escolas. Na opinião dele, há aproximadamente 30 anos era outro paradigma.

 

“Até o fim dos anos 1970 havia um padrão nas unidades públicas bastante aceitável. Até aí, não tinha escola para todos. Quando se democratizou o acesso, se descontrolou a qualidade”, afirmou.

 

Sobre as mudanças realizadas pelo atual governo, o fundador do ICE diz que eram necessárias porque as pesquisas apontavam dois motivos para o abandono das salas de aula: os jovens achavam a escola chata e não viam conexão entre o que ela tinha para ensinar e o mundo lá fora.

 

“O conceito dentro da reforma que responde a essas questões é a pluralidade de caminhos que o estudante poderá escolher.”

 

Ao melhorar a atratividade do ambiente escolar, segundo Marcos Magalhães, é possível contribuir para a redução de números negativos registrados no Brasil.

 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), 22% dos brasileiros entre 15 e 29 anos estão desempregados. Desses, 14% sequer procuram emprego. O País tem dois milhões de jovens classificados na geração que nem estuda nem trabalha. Esse processo começa na evasão escolar.

 

“No ensino médio de hoje, apenas 26% dominam a língua portuguesa no nível que deveria e somente 12% dominam os conteúdos de matemática.

 

Em breve divulgaremos a entrevista, na íntegra!